quinta-feira, 28 de agosto de 2008

A Igreja de Cristo - Esmirna

Saudações, amigos da liga do bem...

Tudo bom com vocês?

Continuando com o projeto “A Igreja de Cristo”, vou começar a falar sobre a Igreja de Esmirna.
Para tanto, peço que prestem atenção no texto que segue:

Apocalipse 2:8-11:
8 E ao anjo da igreja que está em Esmirna, escreve: Isto diz o primeiro e o último, que foi morto, e reviveu:
9 Conheço as tuas obras, e tribulação, e pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia dos que se dizem judeus, e não o são, mas são a sinagoga de Satanás.
10 Nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.
11 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: O que vencer não receberá o dano da segunda morte.


Depois de lido o texto, vamos a parte exegética...

A palavra grega que deu origem a este nome significa esmagada.

Só por isto se percebe a quem o Senhor se refere quando fala desta igreja. Ele se refere à segunda igreja, ou a igreja que sofreu a perseguição do império romano.

Uma igreja que foi esmagada, para que dela fosse liberado o que ela tem de melhor. Assim como a mirra, que é uma erva balsâmica que, para exalar seu saboroso perfume, precisa ser esmagada.
Já na sua apresentação, que se encontra no versículo 8, Cristo já afirma que Ele é quem venceu a morte, pois foi morto e reviveu.

Logo, ele é o único capaz de conceder as pessoas à benção suprema, que é a vida eterna.

Corroborando com um grande ensinamento dos antigos: “Ninguém pode dar o que não possui”.
No versículo 9, Ele afirma aos membros desta igreja que conhecia as ações, os problemas, a falta de recursos materiais e os constantes ataques promovidos por pessoas que afirmam estar agindo “em nome de Deus.” E no versículo 10: Ele exorta a esta igreja para que ela ficasse fiel, pois ela iria sofrer uma intensa perseguição por mais dez dias.

Nos voltando um pouco para a história, podemos entender muito bem quem foi esta igreja no mundo.

Esta igreja representa a igreja que foi perseguida pelas blasfêmias proferidas pelos judeus e martirizada durante os séculos 2, 3 e 4 por dez imperadores romanos.

Existiam duas linhas de oposição ao Cristianismo: a popular e a erudita.

A oposição popular estava baseada em rumores e falsas interpretações dos ritos cristãos.

Pela boataria criada por alguns segmentos judeus, que na realidade eram sinagoga de Satanás, como afirma Jesus no versículo 9, era comum entre o povo que os cristãos participavam de festas onde havia orgias com incestos, inclusive, interpretando mal o fato de os cristãos se chamarem de irmãos e praticarem o “ágape”. Cria também o povo que os cristãos comiam a carne de recém-nascidos, isto devido ao que ouviam falar sobre a Ceia, na qual comiam a carne de Jesus, juntamente com os relatos do nascimento de Cristo.

Já os homens cultos da época, também influenciados pelas “sinagogas de Satanás”, faziam acusações a partir da própria crença dos cristãos, tais como: “Por um lado dizem que seu Deus é onipotente, que é o ser supremo que se encontra acima de tudo. Mas por outro, O descrevem como um ser curioso, que se imiscui com todos os assuntos humanos, que está em todas as casas vendo o que se diz e até o que se cozinha. Esse modo de conceber a divindade é uma irracionalidade. Ou se trata de um ser onipotente, por cima de todos os outros seres, e, portanto, apartado deste mundo; ou se trata de um ser curioso e intrometido, para quem as pequenezas humanas são interessantes.”

Ao povo da época, em geral, a Igreja respondeu chamando-o a ver a conduta moral dos cristãos, muito superior à dos pagãos.

Aos cultos e letrados, a igreja respondeu através dos Apologistas: Discurso a Diogneto, Aristides, Justino Mártir, Taciano (Discurso aos gregos), Atenágoras (Defesa dos Cristãos e Sobre a Ressurreição dos Mortos), Teófilo (Três livros a Autólico), Orígenes (Contra Celso), Tertuliano (Apologia), Minúcio Félix (Otávio).

Contudo, tal boataria provocou vários períodos de intensa perseguição aos cristãos deste período, por alguns dos imperadores romanos. O que, acredito eu, ser a referência aos dez dias de tribulação que a igreja cristã, iria sofrer. Já que foram dez os imperadores que impuseram maior perseguição a Igreja.

São estes os imperadores romanos que promoveram intensa perseguição a Igreja cristã durante este período:

Nero (54 – 68 d.C.) – ateou fogo na capital do império e colocou a culpa nos cristãos;

Domiciano (81 – 96 d.C.) – entre 90 – 95 d.C., moveu curta, mas feroz perseguição aos cristãos;

Trajano (98 – 117 d.C.) – estabeleceu a política que norteou as perseguições ao cristianismo: o Estado não deveria gastar seus recursos caçando os cristãos, mas os que fossem denunciados deveriam ser levados ao tribunal e instados a negar a Cristo e adorar os deuses romanos. Quem não o fizesse deveria ser condenado à morte;

Antonino Pio (138 – 161 d.C.) – Simeão e Inácio foram mortos neste período;

Marco Aurélio (161 – 180 d.C.) – Policarpo e Justino, o Mártir, foram mortos neste período;

Séptimo Severo (193 – 211 d.C.) – Perpétua e Felicitas foram mortos neste período;

Valeriano (253 – 268 d.C.) – Cipriano e Sexto foram mortos neste período;

Décio (249 – 251 d.C.);

Diocleciano (284 – 305 d.C.);

Galério (305 – 311 d.C.);

O mais estranho, aos nossos olhos, é que, para a Igreja daquele período, o Senhor não promete livramento, mas ele confirma a vida eterna daqueles que perseverassem até o fim, pois eles não iriam receber o dano da segunda morte, como fala os versículos 10 e 11.

Como o próprio nome, a Igreja do período Esmirna foi a que vivenciou o maior período de perseguições contra a igreja cristã que se tem notícia. Esta Igreja foi perseguida para que todos nós tivéssemos hoje o testemunho de pessoas que foram fiéis a Cristo até a morte. E é este testemunho que tem inspirado e motivado a muitos de nós permanecermos fiéis à causa de Cristo.

Pois, graças a Deus, vivo com uma família onde todos são crentes, verdadeiramente servos de Deus, e que vivem segundo a vontade e a palavra de Cristo.

Porém, vejo a luta que vive minha namorada, por exemplo. Pois na família dela, ela é a única que procura servir verdadeiramente a Cristo, mas a perseguição que seu pai impõe contra ela e a mãe, que também procurava agir como serva de Deus, fez com que minha sogra desistisse dos caminhos do Senhor, e tem feito, inclusive, minha namorada perder a motivação de lutar pela causa de Cristo. Como a muitos outros de meus amigos e conhecidos, que se encontraram com Jesus, mas as tribulações fizeram com que eles desistissem do fiel caminho.

Eu oro para que Deus toque no coração dele, antes que ele venha sofrer o que está destinado a ele em sua velhice.

Sem falar dos milhões de irmãos nossos que estão, em vários cantos do mundo, sendo mortos, aleijados e martirizados para levarem a palavra de Deus a toda criatura. Pode parecer absurdo, mas nos últimos 10 anos, mais de 10 milhões de pessoas foram mortas pelo fato de, simplesmente, professarem sua fé em Cristo, e se manterem fiéis a Ele.

A parábola do joio e do trigo e a carta de Paulo aos Filipenses, cujo tema é a alegria no sofrimento, trazem idéias semelhantes ao que existia nesta igreja.

Para a glória do Senhor, o testemunho fiel da Igreja, durante o período Esmirna, fez com que o império romano desistisse com a perseguição.

Porém, isto não foi tão bom para a Igreja como vocês devem estar imaginando...

Mas isto fica para próximo estudo, onde vamos falar da Igreja de Pérgamo.

Abraços, meus queridos, fiquem na Paz do Senhor.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

A Igreja de Cristo - Éfeso

Saudações, amigos da liga do bem...


Tudo bom com vocês?


Como eu havia planejado, estou dando início ao projeto “A Igreja de Cristo”, onde vou falar sobre as sete igrejas da Ásia, e as implicações proféticas disto.


E vamos começar a falar sobre a Igreja de Éfeso.


Para tanto, peço que prestem atenção no texto que segue:


Apocalipse 2:1-7:


1 Escreve ao anjo da igreja que está em Éfeso: Isto diz aquele que tem na sua destra as sete estrelas, que anda no meio dos sete castiçais de ouro:

2 Conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os maus; e puseste à prova os que dizem ser apóstolos, e o não são, e tu os achaste mentirosos.

3 E sofreste, e tens paciência; e trabalhaste pelo meu nome, e não te cansaste.

4 Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor.

5 Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres.

6 Tens, porém, isto: que odeias as obras dos nicolaítas, as quais eu também odeio.

7 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no meio do paraíso de Deus.


Pois bem. A palavra grega que deu origem a este nome significa querida, amada ou companheira escolhida.


Só por isto se percebe a quem o Senhor se refere quando fala desta igreja. Ele se refere à primeira igreja, ou comumente conhecida como “Igreja Primitiva”. A igreja que foi formada pelos primeiros companheiros dEle.


No livro de Atos dos Apóstolos podemos ver algumas das dificuldades que esta igreja enfrentou, e a postura que esta igreja teve para enfrenta-las.


E como se percebe, ela foi uma igreja vitoriosa no enfrentamento daqueles que pretenderam contamina-la com falsos ensinos. Daí o porquê da menção honrosa dos versículos 2 e 3, já que ela também era diligente no trabalho.


Contudo, por ser tão preocupada com o trabalho nas coisas do reino, ela começou a esquecer de seu próprio relacionamento com Jesus. E Ele, preocupado com isso, fez questão de criticá-la, como está descrito no versículo 4.


E no versículo 5, Ele faz uma importante admoestação, pois Jesus mesmo afirma que, caso aquela igreja não retornasse ao seu primeiro amor, o castiçal dela seria removido, ou seja, ela não mais seria igreja dEle.


Porém, no versículo 6, ele afirma que gosta da postura moral que ela mantém, já que esta igreja odiava as obras dos nicolaítas, as quais ele também odiava.


E quem, daqueles que está dentro desta igreja, vencesse este seu desafio, comeria da árvore da vida, que está no meio do paraíso de Deus.


Pois bem, depois deste breve exercício de hermenêutica, vamos as reflexões:


Eu sou membro de uma igreja de teologia mais tradicional. E lá, encontro uma maior sobriedade e seriedade para com as coisas de Cristo. É muito difícil ver algum dos membros “fazendo macaquices” o “proferindo profetadas” se dizendo estar sob a influência do Espírito Santo.


E, sabe meus amigos, eu adoro isto. Acredito que as coisas de Deus devem ser tratadas com seriedade.


Porém, eu vivi, (e vivo ainda) neste dilema que atacou a igreja de Éfeso. Muitas vezes, nas atividades que a igreja promove, vejo uma preocupação excessiva com formas, roteiros e esquemas, e aquilo que é o principal, que é busca pela presença de Jesus e a ação do Espírito Santo, são jogados para escanteio.


E sabe, isto acaba sendo muito frustrante. Em uma de nossas atividades, que é um trabalho específico na evangelização de jovens, vejo isto constantemente acontecer.


Mas não quero ficar falando de nada, só usei um exemplo daquilo que está do meu lado para ilustrar a explanação que o próprio Cristo fez.


E sabe o que, pelo menos eu, acho extremamente engraçado? É o versículo 6. E para vocês entenderem a piada é necessário uma explicação antes.


Os nicolaítas eram uma seita que pregava a junção entre o cristianismo e o paganismo. Ou seja, eles queriam introduzir a imoralidade sexual e os ritos sacrificiais do paganismo romano no seio da igreja cristã.


E Jesus não queria, e ainda não quer, isto no seio da igreja.


Taí o que eu chamo de humor de Jesus. Ele entende que o homem deve manter uma certa pureza moral e ética, mas ele mesmo não vê isto como essencial no relacionamento entre Ele e o homem.


Engraçado, né?


E tem muito pregador que prega justamente o contrário!


Gente. Entenda uma coisa. Jesus não quer atividades, não quer projetos, não quer gente moral mente irrepreensível...


Ele quer corações puros. Firmados na sua Palavra. E que tenham consciência da dependência d'Ele. Como Ele mesmo fala na parábola do semeador. E que, por sinal, é o tema da Carta de Paulo aos Efésios.


Bem, amigos, eu vou ficando por aqui. Até a próxima, onde eu vou estar falando sobre a igreja de Esmirna.


Fiquem na Paz do Senhor.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

A Igreja de Cristo - Introdução

Saudações, amigos da liga do bem...

Tudo bom com vocês?

Finalmente concluí minhas reflexões sobre “Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse.”

E confesso, muita coisa ainda tenho para falar para vocês tudo que eu aprendi, seja com as aulas de meu antigo mentor, ou mesmo com o entendimento que o Espírito Santo me deu.

Ainda mais agora com todos os últimos acontecimentos dos últimos dias, como a guerra entre a Geórgia e a Rússia e a implantação do cadastro unificado de todos os cidadãos do Brasil, uma tendência mundial. E o duro é saber que estes acontecimentos são fatos que acontecem nos nossos dias que apontam para o tempo final, conforme profetizado nas sagradas escrituras.

Contudo, eu já disse em outras postagens que eu estou aqui pra compartilhar o pouco que sei com vocês sobre profecias.

E a partir desta postagem, vou estar tratando com vocês um dos textos que mais me intrigam no livro do apocalipse: As cartas as sete igrejas.

Estas cartas estão escritas nos capítulos 2 e 3 do livro do Apocalipse na Bíblia. Estas igrejas seriam igrejas localizadas nas cidades de Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia. Todas estas igrejas estão localizadas na antiga província romana da Ásia Menor. Região esta hoje que compreende a atual Turquia. Taí o porquê de que serem cartas enviadas as sete igrejas da Ásia.



Mas por qual motivo Deus escolheu justamente estas sete igrejas? Economia? Uma vez que estas igrejas ficavam numa mesma região, o que deixaria mais barata a postagens das mesmas? Ou será porque João conhecia apenas a estas igrejas?

Digo para vocês: nem por uma coisa nem por outra. Ele as escolheu justamente por elas encarnarem “arquétipos proféticos”. (Esta expressão foi criação minha... “binita, né”?)

Para entender como isto funciona, é só prestar atenção no livro do profeta Jeremias. Muitas vezes ele não só profetizou, ele viveu de uma forma que ilustrasse a profecia.

E estas igrejas viviam de uma forma que ilustram aquilo que o Senhor queria apresentar ao seu povo, que seria os sete tipos de igreja que iriam surgir a partir da instauração do Seu Reino na Terra.

E o mais cabuloso é que, depois de muito meditar nas escrituras, percebi que estas sete cartas fazem referências as sete Parábolas do Reino, que proferidas por Jesus e que Mateus registrou no seu evangelho, no capítulo 13, como também as sete cartas que Paulo escreveu endereçadas a igrejas também.

Você deve achar que eu pirei agora, já que Paulo escreveu 13 cartas, não é verdade?

Só que destas cartas, 4 foram endereçadas para indivíduos específicos e 2 eram segundas cartas que foram escritas para igrejas que ele já havia enviado.

E é sobre estas cartas que estaremos refletindo nas próximas postagens. E se você concordar comigo, vai perceber que o Senhor já sabia do que estava para acontecer.

Mas vou terminando esta postagem por aqui. Em breve retornarei com a carta para Éfeso.

Abraços meus amigos, até mais.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Tempos Difíceis – Conclusão

Saudações, amigos, tudo bom com vocês?

Eu estava devendo a conclusão da série “Tempos Difíceis”, não é mesmo?

Pois bem aqui vai ela.

Durante meus breves escritos, eu recebi críticas de muita gente, pois os mesmos acreditam que eu estou “viajando”, ou mesmo variando, pois muitas das coisas que eu escrevi não estão de acordo com a “escatologia oficial”.

E sabe, gente, não é minha preocupação fazer com que eu pense seja um dogma intransponível. Aliás, caso vocês não saibam, o próprio Jesus Cristo condenou isto nos fariseus, e acredito que Ele ficaria extremamente descontente com servos seus que tem o mesmo tipo de idéias.

Porém, eu escrevi esta série para que você, que teve a curiosidade de ler, ficasse realmente incomodado com muito das coisas que escrevi aqui.

E oro, com todas as minhas forças, para que isto tenha realmente acontecido. Que você tenha parado para pensar em muitas das coisas que escrevi, e no que isto tem afetado sua vida.

Porém, a partir de agora, pretendo me aprofundar mais nos estudos escatológicos e mostrar para vocês que a meia-noite vem chegando mais rápido do que vocês imaginam.

Abraços meus amigos, até mais.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Tempos Difíceis – Parte VI (O Cavaleiro Amarelo)

Saudações, amigos da liga do bem!

Tudo bom com vocês?

Comigo anda tudo muito bem, na santa paz de Cristo.

Recentemente me envolvi num debate numa comunidade do Orkut onde o pessoal pretende discutir sobre a Nova Ordem Mundial, e percebi que o Senhor me deu mesmo este dom de poder ensinar e compartilhar com vocês sobre o que está profetizado na sagrada escritura sobre os mistérios, cenário mundial e momento do retorno da volta de Jesus Cristo a Terra.

E continuando com a série de reflexões que eu venho fazendo, vou tratar com vocês hoje sobre o último dos quatro cavaleiros que estão descritos no livro do Apocalipse. O cavaleiro do cavalo amarelo.

Para tanto, peço que prestem atenção na passagem que segue.

Apocalipse 6:7 e 8:
7 E, havendo aberto o quarto selo, ouvi a voz do quarto animal, que dizia: Vem, e vê.
8 E olhei, e eis um cavalo amarelo, e o que estava assentado sobre ele tinha por nome Morte; e o inferno o seguia; e foi-lhes dado poder para matar a quarta parte (1) da terra, com espada, e com fome, e com peste, e (2) com as feras da terra.

E seguindo a sistemática auto-explicativa da Bíblia que venho usando, peço que prestem atenção nas passagens que seguem:

(1) Ezequiel 5:12, 17:
12 Uma terça parte de ti morrerá de peste, e se consumirá de fome no meio de ti; e outra terça parte cairá à espada em redor de ti; e a outra terça parte espalharei a todos os ventos, e desembainharei a espada atrás deles.
17 E enviarei sobre vós a fome, e as feras que te desfilharão; e a peste e o sangue passarão por ti; e trarei a espada sobre ti. Eu, o SENHOR, falei.

Ezequiel 14:21:
21 Porque assim diz o Senhor DEUS: Quanto mais, se eu enviar os meus quatro maus juízos, a espada, a fome, as feras, e a peste, contra Jerusalém, para cortar dela homens e feras?

Ezequiel 29:5:
5 E te deixarei no deserto, a ti e a todo o peixe dos teus rios; sobre a face do campo cairás; não serás recolhido nem ajuntado; aos animais da terra e às aves do céu te dei por mantimento.

(2) Levítico 26:22:
22 Porque enviarei entre vós as feras do campo, as quais vos desfilharão, e desfarão o vosso gado, e vos diminuirão; e os vossos caminhos serão desertos.

Meus amigos, vocês se lembram da parábola de Jesus que fala da Grande Colheita? Não?

Pois bem, vou tentar resumi-la aqui, a fim de ilustrar a reflexão que seguirá.

Nesta parábola Jesus conta a seguinte história: Um agricultor plantou trigo em suas terras, esperando ter uma bela plantação. À noite, um inimigo seu veio, e semeou joio no meio das sementes de trigo. Depois de algum tempo, os servos deste agricultor percebem que estava crescendo joio no meio do trigo, aí eles resolvem arrancar estes pés de joio do meio da plantação. Aí o agricultor ordena que eles deixem crescer a cultura até a maduração do trigo, pois na colheita, eles recolheriam o trigo para fazer bom uso dele, e joio seria queimado, uma vez que é uma erva daninha e não serve pra nada.

Entenderam o que esta passagem revela?

Que existe gente plantada por Satanás no meio do povo de Deus! Dentro da Igreja!

Vocês acham que eu estou falando besteira? Preste bem atenção nos textos referência ao texto que estamos estudando agora. Eles falam de gente que será destruída por estar na terra sem ser honrado o suficiente.

E isso nos faz meditar sobre esta questão do povo na terra. Veja bem, terra está escrita com minúsculo, e não com maiúsculo. Isso remete a pensar na terra como benção e não como o planeta Terra. O que nos remete a principal questão de identidade do povo de Deus etnicamente separado: os Hebreus. Pra eles, a terra (ou seja, a Cisjordânia) é a principal benção que Deus lhes deu, e é o que os identifica como povo.

Eu acredito que, nesta passagem, a palavra terra tenha como referência o seio do povo. A razão de sua existência. Sua identidade.

E da mesma forma, tal alegoria deve ser aplicada a Igreja. Embora não tenhamos uma identidade com a terra (Cisjordânia), somos hoje, em decorrência da aliança feita pelo sangue do Jesus, somos o Povo escolhido de Deus.

E é aí que a interpretação que Deus me deixa com o espírito temeroso, assim como Daniel ficou quando recebeu as visões que teve.

Digo isso, porque, pelo entendimento que tive, este cavaleiro vai ser o julgamento que será trazido aos membros da Igreja, mas que na realidade, são “sinagoga de Satanás”. O joio que trata a parábola da plantação. E pela descrição deste cavaleiro, ele vem pra trazer a morte para estes, das formas mais absurdas e apavorantes possíveis.

Enfim, não será algo muito agradável de se ver o que acontecerá com estes que se dizem ser servos de Deus, mas que na realidade não o servem.

E como tem gente no meio do povo que é assim...

A forma de ver o que significa a figura do Cavaleiro Amarelo remete ao primeiro texto que escrevi quando comecei com esta série.

A profecia declarada por Paulo quando este revelou o caráter do ser humano nos últimos dias.

Para concluir este texto, só te faço uma pergunta.

“O que você tem sido? Trigo ou Joio?”

Não sabe, decida-se logo, pois o tempo urge...

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Tempos Difíceis – Parte V (O Cavaleiro Negro)

Saudações, amigos da liga do bem!

Tudo bom com vocês?

Eu ando muito feliz!

Confesso para vocês...

Nunca senti a presença do Senhor na minha vida tão forte como nestes dias. Justamente no período mais tenebroso que já passei, mas com certeza está sendo o mais abençoado, pois Ele está me ensinando a viver as tempestades da minha vida conforme a vontade Dele, e não a minha. E isto está sendo maravilhoso.

Mas, como o assunto aqui é escatologia, vamos continuar com a série “Tempos Difíceis”. E hoje vamos falar sobre o terceiro cavaleiro, que também conhecido como “cavaleiro negro”.

Porém, como de costume, vamos a leitura da palavra de Deus:

Apocalipse 6: 5 e 6

5 E, havendo aberto o terceiro selo, ouvi dizer ao terceiro animal: Vem, e vê. E olhei, e eis um cavalo preto e o que sobre ele estava assentado tinha (1) uma balança na mão.
6 E ouvi uma voz no meio dos quatro animais, que dizia: Uma medida de trigo por um dinheiro, e três medidas de cevada por um dinheiro; e (2) não danifiques o azeite e o vinho.

E como já faz parte da sistemática que estamos utilizando, vamos ver também estes textos:

(1) Mateus 24:7 - Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares.

(2) Apocalipse 7:3 - Dizendo: Não danifiqueis a terra, nem o mar, nem as árvores, até que hajamos assinalado nas suas testas os servos do nosso Deus.

Apocalipse 9:4 - E foi-lhes dito que não fizessem dano à erva da terra, nem a verdura alguma, nem a árvore alguma, mas somente aos homens que não têm nas suas testas o sinal de Deus.

Como já disse em outros posts anteriores, quando tratamos destes quatro cavaleiros, devemos prestar atenção aos símbolos e o que eles representam.

E quando lemos sobre este cavaleiro, confesso a vocês, minha alma fica extremamente irrequieta. E quando eu concluir meu raciocínio, vocês verão que não é sem motivo.

Este cavaleiro tem uma balança na mão. A balança sempre foi utilizada como instrumento de medição, e não de julgamento. E a ele foi dada uma ordem: que uma medida de trigo custe um dinheiro, três medidas de cevada por um dinheiro, e que o azeite e o vinho não seja danificado.

Eu já ouvi muitas explicações diferentes sobre este cavaleiro e esta ordenança que ele recebe.

E a mais lógica é a definição de que ele representa o caos econômico que o mundo está na iminência de entrar...

Desde que o homem começou a viver em civilização, ele sempre procurou facilitar sua vida e viver em sociedade. Com isto, surgiu o escambo, que é o sistema de comércio onde existe apenas a troca de mercadorias. Ou seja, seu eu produzo arroz, e meu vizinho feijão, eu troco uma parte do meu arroz por parte do feijão dele. Assim surgiu o comércio.

E o comércio, na antiguidade surgiu com este princípio. De ser uma ferramenta de socialização humana. E nas culturas mais ancestrais, é muito comum vermos este tipo de comportamento. Quer um exemplo disto: se você for a uma das feiras em Marrakesh e não pechinchar, isso é considerado uma ofensa por parte do vendedor. Mesmo se você tiver dinheiro pra comprar o objeto que ele vende. E isto acontece porque é por meio da pechincha que ele vai fazer amizade com você. E desde antigamente é assim...

Com tudo, advindo a “modernização” das relações humanas, e o dinheiro como mecanismo de troca e mais tarde como patrimônio, o comércio perdeu esta função e, como tudo no mundo, se transformou numa ferramenta de opressão. E a pretensa “globalização” tornou pior tal relacionamento.

E é aí que começa a cavalgada do cavaleiro negro...

Pela descrição constante na Bíblia sobre ele, esta balança simboliza o comércio e a riqueza em si. Ele é responsável por regular esta relação...

E na abertura do livro da revelação, ele recebe uma única ordem. Traga miséria e pobreza ao mundo, mas na para todos.

Tal assertiva pode ser feita com um simples exercício de hermenêutica. No original grego, a palavra originária para ‘medida’ é choinix, e esta palavra significa ‘um quarto’. E o denário é o termo que designa o salário mínimo da época, que era uma moeda de cobre com a imagem de César, pois era o que era pago por um dia de trabalho.

Logo podemos traduzir a ordem dada pelos serem viventes da seguinte forma: “Cavaleiro Negro, vá e faça que 250g de trigo custe um dia de trabalho, ou que 750g de cevada valham a mesma coisa.”

Vocês entenderam o que esta tradução significa?

Que a economia mundial vai entrar num colapso muito grande. Tão grande que a maioria do povo vai ter de trabalhar só pra comprar o que comer. Mas os ricos sempre existirão. Esta aí o porque de não ser danificado o vinho e o azeite.

E vocês podem ver hoje em dia que falta muito pouco para o mundo mergulhar num cenário como este. Basta o sistema bancário americano entrar em colapso...

E podem crer isso não vai demorar acontecer...

Basta acompanhar os noticiários.

(mudança de planos...)

Porém, enquanto eu meditava sobre este texto, me veio uma coisa a mente. A relação entre o trigo e a cevada neste texto...

Confesso pra vocês que não sou um especialista no que diz respeito à agricultura. Nasci e sempre vivi na cidade grande. Todo o conhecimento que tenho nessa área é teórico...

Porém, sei pra que serve muitas das culturas agrícolas... E o trigo serve pra muitas coisas, mas basicamente pra alimentação.

Porém, a cevada serve pra quê?

Que eu saiba, a cevada só serve pra fazer cerveja...

E aí, parado pra raciocinar e meditar sobre este texto, me veio uma coisa a mente: vocês já reparam que hoje em dia é mais fácil comprar bebida alcoólica que comida?

É verdade!

A oferta de bebida, e não só de bebida, como de drogas tem aumentado muito nos últimos tempos. Praticamente em qualquer lugar hoje você encontra algum destes tipos de substância. Até no meio das comunidades religiosas.

E aí que me veio este outro entendimento: O cavaleiro negro não seria o cavaleiro da fome, e sim das drogas e vícios.

Digo isso por causa de uma única coisa. O último trecho da profecia fala em conservar o vinho e o azeite.

O vinho, na simbologia que o próprio Cristo instituiu com a Ceia, é o próprio sangue dele. E o azeite é símbolo da unção que Deus dá a aqueles a quem ele envia para uma obra específica.

Todos os grandes nomes da Bíblia foram, em algum momento de suas vidas, ungidos com azeite.

Assim, eu chego a conclusão que a ordem que este cavaleiro recebe é a de espelhar os vícios sobre a face da Terra, contudo, ele não deve atacar aqueles que se lavaram no Sangue do Cordeiro e foram agraciados com o Espírito Santo, que são as pessoas que não se contaminam com os vícios.

Esta é a minha interpretação.

Como disse antes, não sou nenhum dono da verdade. Apenas procuro transmitir o pouco que aprendi sobre as profecias bíblicas...

Peço a quem ler este post que comente sobre esta interpretação que me foi entregue pelo Espírito Santo de Deus (acredito eu).

Até mais, amigos da liga do bem, quando retornarei com o cavaleiro do cavalo amarelo.

sexta-feira, 21 de março de 2008

Tempos Difíceis - parte IV (O Cavaleiro Vermelho)

Saudações, amigos da liga do bem!

Como vão vocês?

Nossa, que saudade eu estou!

Tive de me ausentar por um bom tempo por causa de uma série de desventuras que se abarcou sobre mim, que me fizeram, inclusive, parar de postar no blog antigo.

Com isso, resolvi criar este novo. Agora hospedado no blogger da Google, e não mais no site do Terra.

Mas o espírito dele continua o mesmo.

E também, a série de estudos dos tempos difíceis.
Como eu já havia dito no post anterior, eu ia escrever sobre o Cavaleiro do Cavalo Vermelho do Apocalipse.

Pra tanto, peço que vocês prestem atenção no seguinte texto:

Apocalipse 6:3 e 4:
3 E, havendo aberto o segundo selo, ouvi o segundo animal, dizendo: Vem, e vê.
4 E saiu (1) outro cavalo, vermelho; e ao que estava assentado sobre ele foi dado (2) que tirasse a paz da terra, e que se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada.

Gente, como eu já disse pra vocês anteriormente, quando se está estudando profecias é necessário entender o significado dos símbolos apresentados.

E segundo meu entendimento, o mais importante sobre este cavaleiro, é interpretar esta parte grifada. Para tanto, peço atenção aos seguintes textos:

(1) Zacarias 1:8 - Olhei de noite, e vi um homem montado num cavalo vermelho; e ele estava parado entre as murtas que estavam na baixada; e atrás dele estavam cavalos vermelhos, malhados e brancos.

Zacarias 6:2 - No primeiro carro eram cavalos vermelhos, e no segundo carro, cavalos pretos,

(2) Mateus 24:6 e 7 - E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim. 7 Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares.

Os textos acima apresentados falam de uma única coisa: pouco antes da chegada do tempo de cumprimento da maior promessa do Senhor, que é o retorno de Jesus Cristo, a violência entre os homens aumentaria.

A paz na terra seria retirada do meio dos homens e eles se matariam. É, meu amigo, isso mesmo.

Está espantado porquê?

Você é mais um daquele que se escandaliza com o aumento da criminalidade? Com o campo de guerra que nossas cidades se tornaram?

Não precisa se assustar não!

Tudo já foi antecipado por nosso Senhor quando Ele esteve entre nós. Todo o caos. Tudo!

Ou seja, não adianta nada ficarmos fazendo passeatas, campanhas do tipo “Sou da paz”, vestirmos branco, ficarmos acendendo velas na janela em abertura de shows de rock...

Ou vocês não se recordam de iniciativas como a abertura do Rock’n’Rio 2000, onde os organizadores do festival pediram para que todas, veja bem, TODAS AS PESSOAS DO PLANETA acendessem velas nas janelas de suas casas e desligassem todos os aparelhos elétricos e eletrônicos durante um minuto para pedir paz. (Pra quem ninguém questiona, né?)

Ou mesmo que sempre é realizada uma passeata com pessoas ricas e famosas vestidas de branco fazem quando algum dos seus “cupinchas” morre por causa não-naturais. (Difícil aceitar a Vontade Soberana do Criador...)

É sempre assim. Se morre assassinado, passeata pedindo fim da violência urbana. Se morre de acidente de avião, passeata pedindo fim do caos aéreo. E por aí vai...

E nunca, mas nunca, conseguem, por meio destas iniciativas reduzir o caos. E isso acontece porque essa é a vontade do nosso Senhor.

Mas não pense que ele deseja isso simplesmente porque ele é mau, impiedoso, fanfarrão como dizem alguns que querem negar a Autoridade e Divindade dele.

Ele faz pra trazer julgamento e justiça à humanidade. Daí o porquê da espada.

A espada, na antiguidade, era símbolo de imposição de justiça. Até hoje, se você entrar nos fóruns de qualquer cidade, você verá que a espada ainda tem este símbolo.

Portanto, você que crê em Deus, e vive conforme seus mandamentos, não deve se preocupar com o futuro do mundo, e sim, se alegrar, pois o Senhor está retornando!

Maranata!

E Fiquem na paz de Deus, amigos da liga do bem. Aquela que ninguém pode dar. Somente Ele mesmo.

Até o próximo estudo, onde estarei falando sobre o cavaleiro negro.

quarta-feira, 19 de março de 2008

Tempos Difíceis - parte III (O Cavaleiro Branco)

Saudações, amigos da liga do bem, blz?

Estou continuando com a série “tempos difíceis”. E, olha a beleza, já estou na terceira parte! Pra um cara que tem a fama de nunca concluir o que começa, até que eu estou indo bem...

Mas vamos lá. No post anterior, eu indiquei a vocês que estaria fazendo, a partir daquele, uma série de reflexões sobre os quatro cavaleiros do apocalipse e seu papel nos tempos difíceis nos dias de hoje.

E como eu disse, estaria começando com o cavaleiro branco.

Peço a vocês que prestem atenção neste texto:

Apocalipse 6:1 e 2:

1 E, HAVENDO o Cordeiro aberto um dos selos, olhei, e ouvi um dos quatro animais, que dizia como em voz de trovão: Vem, e vê.
2 E olhei, e eis (1) um cavalo branco; e (2)o que estava assentado sobre ele tinha um arco; (3) e foi-lhe dada uma coroa, e saiu (4) vitorioso, e para vencer.

Esta é a descrição que consta no livro de Apocalipse 6:1 e 2 sobre o cavaleiro branco. Percebam que eu fiz algumas marcações nesta passagem.

Fiz elas por um único motivo: o meu professor no estudo da Palavra de Deus sempre ensinou que a Bíblia é auto-explicativa, ou seja, nela sempre encontramos as respostas que procuramos, ou temos nossas dúvidas sanadas quando nos encontramos diante de um texto de difícil compreensão.

Daí o porquê destas marcações. Elas são referências a outros textos bíblicos, os quais eu estarei colocando em seguinte, como também, explanarei sobre cada um deles, concluindo com uma interpretação total sobre esta figuração.

1) Zacarias 1:8 - Olhei de noite, e vi um homem montado num cavalo vermelho; e ele estava parado entre as murtas que estavam na baixada; e atrás dele estavam cavalos vermelhos, malhados e brancos.

Zacarias 6:3 - E no terceiro carro, cavalos brancos, e no quarto carro, cavalos malhados, todos eram fortes.

2) Salmos 45:4-5 – E nessa majestade cavalga prosperamente,
pela causa da verdade e da justiça;
e a tua destra te ensinará proezas.
As suas setas são agudas,
penetram o coração dos inimigos do Rei;
os povos caem submissos a ti.

3) Zacarias 6:11 – Recebe, digo, prata e ouro, e faze coroas, e põe-nas na cabeça de Josué, filho de Jozadaque, o sumo sacerdote.

4) Mateus 24:5 – Porque virão muitos em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos.

Como pode se observar, as passagens referidas apresentam um conquistador. Não necessariamente Jesus, ou mesmo o Anticristo, como alguns teólogos mais doidos que eu conheço afirmam. Ele se trata de um conquistador que tem autoridade, pois esta lhe foi dada. Mas a pergunta é: dada por quem?

Meditando sobre isso, podemos levantar só uma única afirmativa: por Deus! Pois como diz a própria Palavra, o Poder pertence ao Senhor. E aí é que está o ponto. Perceberam que na referência (4) o próprio Jesus afirma que virão muitos em seu Nome, e enganaria a muitos. O que só me fazem crer em uma única coisa: este cavaleiro branco é uma alegoria à Igreja do tempo dos últimos dias, e sua ação no mundo.

Repare em algumas coisas:

A Igreja foi espiritualmente instituída por Cristo para propagar a Boa Nova do Evangelho para todas as criaturas da Terra. Esta, como Jesus falou para Pedro, seria tão poderosa que “as portas do Inferno não prevaleceriam contra ela”. Ou seja, ela foi feita pra caminhar pelo mundo, causando impacto, e modificando o mundo através de sua ação.

Porém, existem muitos na Igreja que dizem ser servos de Deus, mas que na realidade enganam a muitos, agindo de forma que não condizem com os verdadeiros “valores cristãos” (embora eu odeio termos como estes, pois me soam hipócritas demais). Mas mesmo assim, ela vem caminhando, e vencendo.

Assim, só posso dizer que, mesmo com todos os entreveros, a Igreja permanece.

Sempre está acontecendo algo que põe em xeque a credibilidade, e a própria existência da Igreja, mas ela permanece. Não é nenhuma novidade que sempre enfrentamos nos nossos meios pedófilos, chauvinistas, criminosos, especuladores...

E não precisa ir muito longe não!

Aqui no Brasil, temos líderes religiosos que estão interessados em viajar pra Miami, comprar carros importados, roupas de grife, estar nas colunas sociais e na capa das revistas semanais...

Mas mesmo assim, ela permanece caminhando e vencendo.

Assim, eu deixo uma conclusão, e um apelo:

A Igreja continua sendo a instituição que o Senhor escolheu para espalhar sua palavra (por meio do arco); tem a autoridade que vem diretamente do alto (a coroa que lhe foi entregue); e ela tem uma única missão: vencer! O destino da Igreja de Deus é a vitória.

Assim, meus amigos, eu peço: não percam tempo com campanhas disso e daquilo, com pregações inúteis, com “ministérios” que em nada acrescentam ao mundo em que vivemos, pois esta é a tática do Inimigo para nos ludibriar. Pois é única coisa que ele pode fazer contra nós, já que nosso destino é a Vitória.

Abraços, amigos da liga do bem.

Em breve eu retorno, com a interpretação do cavaleiro vermelho.

Tempos Difíceis - parte II

Saudações, amigos da liga do bem, tudo beleza?

Vou continuar com a série “tempos difíceis”.

Caso vocês não saibam do que se trata, e estejam com preguiça de ler o post anterior, eu comecei a fazer uma série de reflexões sobre os tempos atuais em que estamos vivendo.

Pra fazer isso, eu peguei por base o texto que consta no livro de 2 Timóteo 3:1-9, onde, pra mim, pelo menos, Paulo faz uma profecia de como seria viver nos dias atuais.

Vocês podem achar que eu estou sendo muito catastrófico, não é mesmo?

Eu vos digo que não. Podem ter certeza. Basta olhar ao seu redor.

Mas hoje, embora eu continue com esta série de reflexões, eu não vou voltar ao tema violência, e sim, vou explanar sobre outro tema.

Para isso, quero que vocês dêem uma lida neste texto:

Apocalipse 6:1-8:

1 E, HAVENDO o Cordeiro aberto um dos selos, olhei, e ouvi um dos quatro animais, que dizia como em voz de trovão: Vem, e vê.
2 E olhei, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vitorioso, e para vencer.
3 E, havendo aberto o segundo selo, ouvi o segundo animal, dizendo: Vem, e vê.
4 E saiu outro cavalo, vermelho; e ao que estava assentado sobre ele foi dado que tirasse a paz da terra, e que se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada.
5 E, havendo aberto o terceiro selo, ouvi dizer ao terceiro animal: Vem, e vê. E olhei, e eis um cavalo preto e o que sobre ele estava assentado tinha uma balança na mão.
6 E ouvi uma voz no meio dos quatro animais, que dizia: Uma medida de trigo por um dinheiro, e três medidas de cevada por um dinheiro; e não danifiques o azeite e o vinho.
7 E, havendo aberto o quarto selo, ouvi a voz do quarto animal, que dizia: Vem, e vê.
8 E olhei, e eis um cavalo amarelo, e o que estava assentado sobre ele tinha por nome Morte; e o inferno o seguia; e foi-lhes dado poder para matar a quarta parte da terra, com espada, e com fome, e com peste, e com as feras da terra.

Caso você não tenha reparado, eu grifei algumas partes do texto. Mas para que entenda o que eu estou querendo demonstrar, peço para que você preste atenção nas anotações que seguem.

Cavalo Branco – seu cavaleiro possuía um arco, e foi-lhe dado uma coroa. E a partir desta coroa, ele saiu vitorioso, e para vencer.

Cavalo Vermelho – seu cavaleiro tinha por missão tirar a paz da terra, e foi-lhe dada uma grande espada.

Cavalo Preto – seu cavaleiro tinha uma balança, e foi-lhe dada uma ordem.

Cavalo Amarelo – seu cavaleiro é a Morte, e foi-lhe dado a ordem de matar a quarta parte da terra, com espada, fome, peste e com as feras da terra.

“Tá legal, cavaleiro, mas que porra isso tem a ver com os tempos difíceis que vivemos hoje?” Você deve estar se perguntando e eu respondo: “Tudo!”

Mas para que você entenda, vamos refletir um pouco sobre todo este texto bíblico. Este texto faz parte daquilo que os teólogos chamam de “Tribunal Celestial”, que seria o trecho do apocalipse que retrata o julgamento da humanidade por meio da abertura do livro sagrado, que somente O Cordeiro, ou melhor, Jesus seria digno de abrir. Quando Jesus abre este livro, que está lacrado por sete selos, dos quatro primeiros, surgem quatro cavaleiros, que a Bíblia só diferencia um, que por sinal, é o quarto (a Morte).

A dois deles são dados itens. Ao primeiro, uma coroa e ao segundo uma grande espada.

Dois já possuíam itens quando foram anunciados: O primeiro, um arco e o terceiro, uma balança.

Cada um deles tinha uma missão. Vencer, tirar a paz da terra, instituir uma ordem e matar a quarte parte da terra, por meio das funções, de pelo menos, de dois dos anteriores.

Daí então que surgem as reflexões que se seguirão...

Só pra não ocupar muito sua cabeça e te bombardear com muitas informações, vou terminar este post por aqui, mas já estou trabalhando na sua continuação, que será sobre o cavalo branco e seu cavaleiro.

Tempos Difíceis - parte I

Saudações, amigos da liga do bem, tudo beleza?

Faz um bom tempo que eu não atualizo este blog.

E muita aconteceu. E muita coisa mesmo!

Quando eu me prontifiquei a criar este blog, era pra discutir um tema: ESCATOLOGIA.

Pra quem não sabe, escatologia é um ramo da teologia que estuda as profecias dos fim-dos-tempos.

Daí também o porquê do título deste blog. Mas não vou explicá-lo hoje. E sim, falar sobre um assunto que está na mídia, até porque ele tem a ver com escatologia.

Leiam a seguinte passagem:

2º Timóteo 3:1-9.

1 Sabe, porém, isto, que nos últimos dias sobrevirão tempos penosos;
2 pois os homens serão amantes de si mesmos, gananciosos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a seus pais, ingratos, ímpios,
3 sem afeição natural, implacáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, inimigos do bem,
4 traidores, atrevidos, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus,
5 tendo aparência de piedade, mas negando-lhe o poder. Afasta- te também desses.
6 Porque deste número são os que se introduzem pelas casas, e levam cativas mulheres néscias carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências;
7 sempre aprendendo, mas nunca podendo chegar ao pleno conhecimento da verdade.
8 E assim como Janes e Jambres resistiram a Moisés, assim também estes resistem à verdade, sendo homens corruptos de entendimento e réprobos quanto à fé.
9 Não irão, porém, avante; porque a todos será manifesta a sua insensatez, como também o foi a daqueles.

Neste trecho, o apóstolo Paulo escreve um dos textos mais importantes pra se entender o que acontece com o mundo a nossa volta. Os homens não mais serão. Eles SÃO.

SÃO amantes de si mesmo. SÃO gananciosos. SÃO tudo isso que Paulo cita nessa passagem.

No momento que está sendo escrito este post, está passando na TV Globo uma matéria no Fantástico que discute o motivo pelo qual jovens de classe média, bem resolvidos, de forma financeira e social, agridem, de forma gratuita, uma empregada doméstica. Nesse caso, eles discutem, porque anteriormente, quando um adolescente arrastou uma criança com um carro, a mesma pediu a cabeça dele.

Como podem ver, neste mundo existe “dois pesos e duas medidas”. E sabe por quê? Por causa de tudo aquilo que Paulo escreveu neste pequeno trecho de sua última carta a Timóteo. Porque os homens SÃO tudo aquilo que ele escreveu.

E, infelizmente, são valores sociais que são até incentivados hoje em dia. Pois afinal de contas, o que vale hoje em dia é mais a competição que a cooperação.

(Nossa, estou me desviando do tema)

Violência. A violência é uma constante social. Ela sempre existiu, pois é um recurso humano. Desde quando o mundo surgiu, a violência esteve presente. Não dá prá vivermos sem ela.

Porém, ela se torna um problema quando está acompanhada de suas “companheiras”, que no caso, são todas as qualidades existentes na passagem acima citada.

E este é o ponto que eu quero chegar. Não se pode existir nada de bom enquanto no coração do homem for movido por sentimentos tão ruins. Não se pode esperar nada de bom numa sociedade onde tais valores são regra. Por isso, meu amigo, enquanto você lê este texto, pense: Como anda seu coração? O que você tem cultivado nele? Você é mais um daqueles de quem devemos fugir?

Pense. Reflita. Questione. Não seja mais um na multidão, que se deixa levar pelas coisas que colocam na sua cabeça.

Eu ainda não terminei. Mas vou parar por agora. Vou refletir mais sobre esta passagem, e talvez, com isso, nós possamos fazer algo de melhor a este mundo.

Ou melhor de tudo, orar para que Jesus venha rápido.

Boa noite.


Abertura

Saudações, amigos da liga do bem....

Como vão vocês?

Eu cheguei a criar um blog parecido, com tema semelhante, buscando uma abordar temas que são realmente importantes, mas que ninguém se preocupa muito...

E portanto, pretendo colocar todos os meus pensamentos e estudos sobre estas questões, como também tudo o que eu tiver vontade de colocar neste blog, eu estarei fazendo.

Espero poder estar sempre o atualizando, uma vez que não tenho mais os entreveros que tive durante este ano.

Agradeço a todos pela atenção dispensada, e espero que você volte para poder se alimentar de bom conhecimento...

Até mais, amigos da liga do bem...