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sexta-feira, 20 de agosto de 2010
A Igreja de Cristo - novas ponderações
Hoje eu não vou me postegar muito. Apenas vou transcrever um texto muito interessante de Ed René Kivitz que chegou ao meu conhecimento.
Ele tem muitas informações sobre coisas que já postei aqui. Espero que gostem.
Fiquem na Paz de Cristo.
Reflexão: A respeito de coisas que eu não posso deixar de saber
por Ed René Kivitz
Você sabia que foi apenas no ano 190 d.C. que a palavra grega ekklesia, que traduzimos como igreja, foi pela primeira vez utilizada para se referir a um lugar de reuniões dos cristãos? Sabia também que esse lugar de reuniões era uma casa, e não um templo, já que os templos cristãos surgiram apenas no século IV, após a conversão de Constantino?
Você sabia que os cristãos não chamavam seus lugares de reuniões de templos até pelo menos o século V?
Você sabia que o primeiro templo cristão começou a ser construído por Constantino, sob influência de sua mãe Helena, em 327 d.C., às custas de recursos públicos, e sua arquitetura seguia o modelo das basílicas, as sedes governamentais da Grécia e, posteriormente, de Roma, e dos templos pagãos da Síria?
Você sabia que as basílicas cristãs foram construídas com uma plataforma elevada acima do nível da congregação e que no centro da plataforma figurava o altar, e à sua frente a cadeira do Bispo, que era chamada de cátedra?
Você sabia que o termo ex cathedra significa “desde o trono”, numa alusão ao trono do juiz romano, e, por conseguinte, era o lugar mais privilegiado e honroso do templo?
Você sabia que o Bispo pregava sentado, ex cathedra, numa posição em que o sol resplandecia em sua face enquanto ele falava à congregação, pois Constantino, mesmo após a sua conversão ao Cristianismo, jamais deixou de ser um adorador do deus sol?
Você sabia que o atual modelo hierárquico do Cristianismo, que distingue clero e laicato, teve origem e ou foi profundamente afetado pela arquitetura original dos templos do período Constantino?
Você sabia que Jesus não fundou o Cristianismo, e que o que chamamos hoje de Cristianismo é uma construção religiosa humana, feita pelos seguidores de Jesus ao longo de mais de dois mil anos de história?
Você sabia que o que chamamos hoje de Cristianismo está profundamente afetado por pelo menos três grandes eras: a era de Constantino, a era da Reforma Protestante e a era dos Avivamentos na Inglaterra e nos Estados Unidos?
Você sabia que é praticamente impossível saber a distância que existe entre o que Jesus tinha em mente quando declarou que edificaria a sua ekklesia e o que temos hoje como Cristianismo Católico Romano, Protestante, Ortodoxo, Pentecostal, Neopentecostal e Pseudopentecostal?
Você sabia que os primeiros cristãos se preocuparam em relatar as intenções originais de Jesus com vistas a estender seu movimento até os confins da terra? Você sabia que este relato está registrado no Novo Testamento, mais precisamente nos Evangelhos e no livro de Atos dos Apóstolos?
Você sabia que o terceiro evangelho, Evangelho Segundo Lucas, e o livro dos Atos deveriam formar no princípio uma só obra, que hoje chamaríamos de “História das origens cristãs”?
Você sabia que os livros foram separados quando os cristãos desejaram possuir os quatro evangelhos num mesmo códice, e que isso aconteceu por volta de 150 d.C.?
Você sabia que o título “Atos dos Apóstolos” surgiu nessa época, segundo costume da literatura helenística, que já possuía entre outros os “Atos de Anibal” e os “Atos de Alexandre”?
Nesse emaranhado de coisas que eu não sabia, três coisas eu sei.
A primeira é que a crítica que o mundo secular faz ao Cristianismo institucional tem sérios fundamentos, ou como disse Tony Campolo: “Os inimigos estão parcialmente certos”.
A segunda coisa que sei é que nesta Babel que vem se tornando o movimento evangélico brasileiro, está cada vez mais difícil identificar a essência do Evangelho de Jesus Cristo, nosso Senhor.
A terceira coisa que sei é que vale a pena perguntar aos primeiros cristãos o que eles entenderam a respeito de Jesus, sua mensagem, sua proposta de vida e suas intenções originais.
Vale a pena voltar à Bíblia[Escritura Sagrada]. Não há outra fonte segura de informação e formação espiritual, senão a Bíblia Sagrada[Escritura Sagrada], especialmente o Novo Testamento.
Fonte: http://www.irmaos.com/artigos/?id=3099
[Nota]: Existem muitas outras coisas que não sabemos, o nosso erro é o comodismo de não estudarmos a Palavra de Deus para sabermos discernir a verdade de heresias impostas pelo homem.
Hoje o evangelho que estamos vivendo é um reflexo deste desleixo deixado por nós mesmos, já que na Palavra somos advertidos: “Errais em não conhecer as escrituras e nem o poder de Deus”. (Mateus 22:29). “O meu povo é destruído por lhe faltar conhecimento” (Oséias4:6).
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
A Igreja de Cristo – Conclusão
Tudo bom com vocês?
Cara, o bagulho está osso, como diria um grande amigo meu.
Como eu disse anteriormente, o tempo urge...
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
A Igreja de Cristo – Laodicéia
Tudo bom com vocês?
Comigo anda tudo muito bem, graças a Deus.
Apocalipse 3:14-22:
14 E ao anjo da igreja que está em Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus:
15 Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente!
16 Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca.
17 Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu;
18 Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e roupas brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas.
19 Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê pois zeloso, e arrepende-te.
20 Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.
21 Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono.
22 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.
Embora elas aparentem ser ricas, materialmente falando, sua condição espiritual é de pobreza.
terça-feira, 23 de setembro de 2008
A Igreja de Cristo – Filadélfia
Tudo bom com vocês?
Prometo, porém, que serei mais vigilante e determinado nas próximas postagens.
Para tanto, peço atenção no texto que se segue:
Apocalipse 3:7-12:
7 E ao anjo da igreja que está em Filadélfia escreve: Isto diz o que é santo, o que é verdadeiro, o que tem a chave de Davi; o que abre, e ninguém fecha; e fecha, e ninguém abre:
8 Conheço as tuas obras; eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar; tendo pouca força, guardaste a minha palavra, e não negaste o meu nome.
9 Eis que eu farei aos da sinagoga de Satanás, aos que se dizem judeus, e não são, mas mentem: eis que eu farei que venham, e adorem prostrados a teus pés, e saibam que eu te amo.
10 Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra.
11 Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.
12 A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, e dele nunca sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, do meu Deus, e também o meu novo nome.
13 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.
E por reconhecer a autoridade das escrituras, ela se instituiu no conceito de igreja local.
E essa “alguma coisa” era o ministério do Espírito Santo.
Ou seja, a Igreja renasceu!
Sem alegorias, sem idolatria. Levando, com coragem e ousadia, a Boa Nova de Cristo.
Esta é a Igreja Filadélfia.
Filadélfia, no grego, significa “Cidade do Amor Fraternal”.
Aliás, ele afirma ter colocado diante desta igreja uma porta aberta, que ninguém pode fechar.
Mais um pouquinho de história eu vou ter que contar. (essa foi bem Mestre Yoda, não?)
Assim como Paulo proferiu na segunda carta que enviou a Timóteo: “Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda”. (2 Tim 4:8).
E detalhe, a palavra grega traduzida como “sem demora” significa “rapidamente”.
Peço as orações de vocês, pois, muito em breve, serei confrontado pelos meus acusadores.
Vou ser lançado na fornalha de fogo, assim como Sadraque, Mesaque e Abede-Nego foram.
(E, com certeza, vou tomar muita porrada depois disto...)
Fiquem na Paz do Senhor. Até mais.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
A Igreja de Cristo – Sardes
Tudo bom com vocês?
1 E ao anjo da igreja que está em Sardes escreve: Isto diz o que tem os sete espíritos de Deus, e as sete estrelas: Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives, e estás morto.
2 Sê vigilante, e confirma os restantes, que estavam para morrer; porque não achei as tuas obras perfeitas diante de Deus.
3 Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, e guarda-o, e arrepende-te. E, se não vigiares, virei sobre ti como um ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei.
4 Mas também tens em Sardes algumas pessoas que não contaminaram suas vestes, e comigo andarão de branco; porquanto são dignas disso.
5 O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos.
6 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.
Mesmo recebendo críticas de algumas pessoas que dizem que meus textos são muito erudito demais, eu vou continuar fazendo do mesmo jeito sempre.
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
A Igreja de Cristo – Tiatira
Tudo bom com vocês?
Tirando um mal estar que me deu, estou muito bem, graças a Deus.
Hoje eu vou continuar com a série sobre “A Igreja de Cristo” através do estudo profético sobre as sete igrejas da Ásia.
Após o breve interlúdio que fiz, onde dei uma breve explicação sobre meu entendimento sobre estas profecias, vou falar sobre a primeira das quatro filhas do casamento misturado entre o paganismo romano e o cristianismo primitivo.
E a primeira é a igreja de Tiatira. Para tanto, peço atenção no texto que se segue:
Apocalipse 2:18-29:
18 E ao anjo da igreja de Tiatira escreve: Isto diz o Filho de Deus, que tem seus olhos como chama de fogo, e os pés semelhantes ao latão reluzente:
19 Eu conheço as tuas obras, e o teu amor, e o teu serviço, e a tua fé, e a tua paciência, e que as tuas últimas obras são mais do que as primeiras.
20 Mas tenho contra ti que toleras Jezabel, mulher que se diz profetisa, ensinar e enganar os meus servos, para que se prostituam e comam dos sacrifícios da idolatria.
21 E dei-lhe tempo para que se arrependesse da sua prostituição; e não se arrependeu.
22 Eis que a porei numa cama, e sobre os que adulteram com ela virá grande tribulação, se não se arrependerem das suas obras.
23 E ferirei de morte a seus filhos, e todas as igrejas saberão que eu sou aquele que sonda os rins e os corações. E darei a cada um de vós segundo as vossas obras.
24 Mas eu vos digo a vós, e aos restantes que estão em Tiatira, a todos quantos não têm esta doutrina, e não conheceram, como dizem, as profundezas de Satanás, que outra carga vos não porei.
25 Mas o que tendes, retende-o até que eu venha.
26 E ao que vencer, e guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei poder sobre as nações,
27 E com vara de ferro as regerá; e serão quebradas como vasos de oleiro; como também recebi de meu Pai.
28 E dar-lhe-ei a estrela da manhã.
29 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.
Eu gostaria de começar com a parte exegética novamente, mas como fiz na postagem sobre Pérgamo, vou ter que novamente, falar sobre a história da humanidade. Então vamos lá:
Lembram que eu falei como foi a criação da Igreja Católica Apostólica Romana, e a relação de tal com a profecia sobre a Igreja de Pérgamo, não é mesmo?
Pois bem. O cristianismo se tornou a religião oficial do império romano quando Teodósio I assumiu o poder. Ele fez isso numa tentativa de não perder as receitas decorrentes das doações e ofertas que os cidadãos romanos faziam aos templos pagãos. Digo faziam, pois nesta altura do campeonato, a maior parte da população do império era cristã. Embora que um cristianismo mentiroso, pois muito dos ritos e crenças pagãos foram “adaptados” sob uma nova roupagem “mais cristã”.
Assim, no lugar de “deuses” foram instituídos os “santos católicos”. Do culto da “mãe/filho” surgiu o marianismo... E por aí vai...
A instituição do cristianismo como religião oficial do império romano coincidiu com o declínio dele.
As tribos bárbaras ao norte da península itálica, que foram dominadas por muito tempo (como os germanos, gauleses, visigodos, vândalos, etc...) começaram e retomar seus territórios perdidos, e invadir a península itálica.
E por fim, em 476 d.C., os germanos, sob o comando de Odoacro, invadiram Roma, o que ocasionou o fim do próprio império romano.
E bem, a igreja não foi afetada por estes ataques bárbaros. E com o fim do império, ela se tornou a única instituição capaz de por ordem na zorra que se tornou a Europa neste período.
E assim, ela ganhou força, e colocou o ocidente numa completa ignorância por mais de mil anos, num período que chamamos de “Era das Trevas”.
Período este que só terminou no século 16, com o renascimento e a reforma protestante.
Agora, concluída a parte da história, vamos a parte exegética.
Tiatira significa “sacrifício contínuo”. A igreja católica tem como seu principal símbolo o “crucifixo”, onde está Jesus crucificado, sofrendo seu martírio em nome da humanidade. Contrariando a própria Bíblia, pois Paulo, João, Pedro, Tiago e Judas nos ensinam, através de suas epístolas, que Jesus foi o sacrifício perfeito e também RESSUSCITOU!
Pode parecer bobagem, mas diferente do que é pregado nas igrejas evangélicas, o sacramento da eucaristia, para os católicos, é se alimentar do corpo e sangue de Cristo, fisicamente falando, que se transubstituiu-se na hóstia consagrada. Ao contrário de nós, que fazemos isto, em memória Dele, para anunciar a Sua Volta.
Ou seja, embora ela se diga cristã, ela nega a ressurreição de Cristo, uma vez que seus sacramentos não remetem o homem a viver uma vida plena, sob a Graça que somente o Senhor pode nos dar.
A tudo isto que explanei agora, podemos remeter ao versículo 19, pois nele Jesus afirma que conhece as qualidades de Tiatira, e que as obras dela eram maiores que no começo.
O que vou falar agora pode soar como heresia e ultraje pra muito evangélico, mas somente graças à igreja católica é que o cristianismo hoje é conhecido no mundo todo, e se tornou a maior religião do mundo em número de adeptos. Tudo bem que um cristianismo deturpado, mas que pelo menos anunciou o nome Dele.
E Jesus reconhece este esforço.
Porém, no versículo 20, ele começa, como diria Silas Malafaia, a “descer o reio”.
Neste versículo, ele diz que esta igreja tolera Jezabel, e permite que ela ensine e engane os servos dele, fazendo com que eles se prostituíssem e comessem dos sacrifícios da idolatria. Para entender o que Cristo quis dizer, é necessária outra aula de história.
Lembram-se do que falei do culto da mãe/filho?
Pois bem. Esta doutrina religiosa, também conhecido como culto a “Rainha do Céu” teve sua origem nos tempos da fundação de Babilônia, ou melhor, da construção da Torre de Babel.
Ninrode, homem que idealizou a construção da torre, e fundador da cidade de Babilônia, casou com uma mulher chamada Semíramis. Eles tiveram um filho chamado Tammuz.
Contudo, ela odiava ao marido e mantinha uma relação incestuosa com Tammuz, e corrompeu este para que ele matasse o pai. Após a morte de Ninrode, ela começou a dizer que Tammuz era, na realidade, “filho do deus-sol” e que sua concepção ocorreu de forma sobrenatural, haja vista que, segundo ela nunca havia mantido relações sexuais com Ninrode.
Com a deflagração desta mentira, houve o surgimento da primeira religião falsa sobre a face da terra. O famoso culto da mãe-filho.
Prosseguindo com esta lenda, certa vez, enquanto caçava, Tammuz foi morto por um animal selvagem. Semíramis praticou luto por quarenta dias, e segundo a mesma lenda, após o pranto da mesma, o rei Tammuz foi levantado dos mortos e levado à companhia de seu verdadeiro pai, o deus-sol.
Assim, em decorrência desta lenda, foi criado na antiga mesopotâmia um culto celibatário e o seu sacerdote principal foi declarado infalível (Isto te lembra alguma coisa?).
A Ladainha (lamento dos 40 dias), a acha de Yule, a árvore sempre-verde (árvore de Natal), o visco (as guirlandas), os pãezinhos com cruz (hóstias) e as representações do nascimento de Tammuz (presépios) eram usados nos rituais que comemoravam o nascimento do mesmo, e assim teve início o culto da mãe/filho.
Este falso culto se alastrou por todo o mundo antigo. Todas as civilizações, de uma forma ou de outra, o incorporaram a suas práticas religiosas. A única exceção foi o povo israelita. Mesmo assim, muitas vezes os povos estrangeiros tentaram incorporar estas crenças no seio do reino de Israel. (Leiam os Livros de Juízes, os dois Livros de Reis, e os dois Livros de Crônicas).
Pode parecer bobagem, mas muitos povos têm o costume de construir presépios, por exemplo, mesmo não sendo cristãos.
Este falso culto chegou dentro do império romano por meio do paganismo romano, que era uma junção de várias crenças dos povos que eram conquistados.
E com o “casamento misturado” que ocorreu na igreja Pérgamo, adaptaram, erroneamente, este falso culto às pessoas de Maria e Jesus Cristo, e o catolicismo mantém essa crença até os dias de hoje, sem nenhuma alteração. Aliás, o marianismo, que é como esta doutrina se chama, é um dos principais pilares da crença católica.
Quando Jesus profetiza contra Jezabel, na realidade, ele profetiza contra este culto da mãe/filho criado por Semíramis, pois é ele quem engana aos servos Dele, fazendo com que eles se prostituam (espiritualmente falando) e comam dos sacrifícios da idolatria (conselho para vocês, minhas amigas solteironas: Bolo de Santo Antonio é fruto de idolatria! Se você comer, vai estar fazendo a vontade do coisa-ruim. Quer um conselho pra desencalhar? Ore a Deus, e pára de ficar sonhando com homens que não existem, e abram-se para que os homens cheguem em vocês.).
Outra interpretação sobre esta Jezabel pode ser também a própria Jezabel que foi esposa do Rei Acabe.
Vou contar um pouco a vida e obra desta também. Ela era filha do rei da Fenícia, que se casou com Acabe como fruto de um tratado que ele assinou com o pai dela.
Esta criatura ficou conhecida pelos conselhos que dava ao seu esposo. Foi por influência dela que ele adquiriu, de forma fraudulenta e desonesta, uma vinha que desejava, e fez com que o dono da mesma fosse executado (A igreja católica utilizou-se de estratagemas similares para adquirir a riqueza que possui.).
A dita cuja também foi a patronesse de 400 que ela introduziu no reino do Norte para ensinar ao povo a fé Baha’li (crença em Baal), que foram mortos por Josué no famoso “Desafio do Monte Carmelo”. (ou seja, Jesus a vê como a promotora da infidelidade decorrente da idolatria que tentaram introduzir no reino do norte).
Não adianta torcemos ou tentarmos suavizar algo que é fato. Deus abomina a idolatria. E ele promete irar-se contra aqueles que a incentivam, como fez com a “Jezabel histórica”, que morreu devorada por cães.
As crenças católicas, com seus inúmeros santos, a quem muitos católicos fazem petições, e trabalhos sacramentais que os seus adeptos devem fazer para alcançar a salvação não têm sustentação bíblica, e negam a suficiência do sacrifício que Nosso Senhor realizou na Cruz.
Sabe como a igreja católica é chamada? “A religião mais”.
Jesus mais Maria. Graça mais obras. Escrituras mais tradição...
Isto é ordenança divina: Dar glória pelas obras de Deus a qualquer coisa, ou pessoa, é adultério espiritual. E será castigado com punição severa.
Nos versículos 22 e 23, o próprio Cristo nos revela que Ele mesmo castigará a Jezabel (o “dark side” da igreja católica, vamos assim dizer) e a todos aqueles que, dentro dela, se prostituem com suas ideologias e práticas contrárias a escritura. Ou seja, ele recompensará cada um destes segundo as suas obras. Aqueles que insistem em ser julgados por suas obras terão seu desejo atendido.
Infelizmente, a ênfase nesta questão de obras religiosas turvou a verdadeira mensagem do evangelho até o ponto de que alguns católicos terem passado por toda sua vida sem ter conhecido o Senhor em sua base pessoal.
E para o engano destes, o Senhor os julgará de acordo com o que se passa em seus corações.
Já no versículo 24, Jesus afirma que, para aqueles que em Tiatira não aceitaram tais doutrinas, não será colocada outra carga, ou seja, eles não terão que fazer mais nada para alcançar a salvação. Apenas reter o que aprenderam até a volta de Cristo. Ou seja, não se apegar a rituais e doutrinas.
Precisamos, todos nós (incluindo eu, inclusive) entendermos que não é por causa do banco que ocupamos ou das boas ações que praticamos que somos a Igreja de Cristo. Somos a Igreja Dele porque cremos pela fé que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras (1Cor 15.3-4), sendo o sacrifício perfeito.
Mas, mesmo aqueles que reconhecem ser salvos pela Graça, têm suas listas de fazer e não fazer. Estes (grupo do qual faço parte), muitas vezes, entendem que sua idéia de crente através da lealdade que mantêm a esta lista, julgando aos outros por quão bem eles seguem estes mandamentos.
Quando falhamos nos voltamos para a Graça de Deus, mas não nos sentimos completos até retomarmos nossa lista outra vez, e fazer o que sempre fazíamos.
Esquecemos que Graça mais obras é igual a obras. Os dois são como óleo e água, não se misturam. Mas, àquele que não pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça (Rom. 4:5).
A parábola que se assemelha à carta a Tiatira é a Parábola do Fermento, onde uma mulher misturou fermento em três medidas de trigo. O fermento, neste caso, representa o pecado, e três medidas de trigo representam oferta de amizade. (Ou seja, um presente maldito, como o cavalo de tróia).
A carta de Paulo aos Gálatas se encaixa também, e podemos resumir sua idéia nos três primeiros versos do capítulo 3 da mesma, que abaixo transcrevo.
1 Ó insensatos gálatas! quem vos fascinou para não obedecerdes à verdade, a vós, perante os olhos de quem Jesus Cristo foi evidenciado, crucificado, entre vós?
2 Só quisera saber isto de vós: recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé?
3 Sois vós tão insensatos que, tendo começado pelo Espírito, acabeis agora pela carne?
É isto aí gente. Espero que vocês tenham entendido bem a mensagem de Deus para Tiatira, ou melhor, igreja católica.
Não fiz nenhuma apologia a nenhuma denominação religiosa. Estou apenas trazendo aquilo que está escrito na escritura, e situando aquilo que está lá profetizado com a história.
Se te escandalizo fazendo isto, peço perdão, mas a verdade deve ser dita.
Até breve, amigos, onde vou falar sobre a Igreja de Sardes (E vou tomar mais porrada...)
Fiquem na Paz do Senhor.
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
A Igreja de Cristo – Interlúdio
Tudo bom com vocês?
Comigo anda tudo muito bem, graças a Deus. Esta série sobre as sete igrejas tem me feito muito bem, viu?
Mas hoje, diferente do que é usual, não vamos falar de nenhuma igreja. Você deve estar se perguntando: “Mas, cavaleiro, se a série é sobre as sete igrejas, porque você me faz uma postagem onde você não vai falar de nenhuma delas?”
Simples. Porque eu quero ser o mais didático possível, como também quero que vocês entendam o entendimento que eu tive, por meio do Espírito Santo, creio eu, desta passagem das escrituras.
Até agora, vimos três igrejas: Éfeso, Esmirna e Pérgamo.
Caso você se lembre ou não (e no caso da segunda opção, aconselho vocês a lerem as postagens anteriores), todas estas igrejas refletem a período dentro do império romano. Senão, vejamos.
A igreja Éfeso foi aquela que surgiu no século 1º. Foi a Igreja cujos fundadores andaram com Cristo, ou com os Apóstolos. E, embora ela tinha uma pregação genuína e coerente com o que lhe foi passada, era muito preocupada com as obras, e se esqueceu de seu primeiro amor, que foi, justamente seu encontro com Cristo. Foi uma igreja que sofreu com a tentativa de infiltrarem “doutrinas estranhas” no seu meio, mas conseguiu se defender destes.
A igreja Esmirna foi aquela que durante os séculos 2, 3 e 4 comeu, literalmente, o pão que o diabo amassou. Foi difamada, marginalizada, perseguida e também martirizada. Mas, mesmo sofrendo esta intensa perseguição, ela se manteve fiel, e com isso, fez com que sua influência no mundo aumentasse cada vez, o que ocasionou no crescimento da igreja cristã dentro do império, chegando inclusive, a corte.
E a igreja Pérgamo foi aquela que, a partir de meados do século 4 em diante, abraçou as idéias e doutrinas oriundas do paganismo romano, transformando o culto a Deus em algo estranho ao Próprio.
Caso vocês perceberam, nestas três primeiras cartas, Jesus não fala, em nenhum momento, sobre salvação, ou sua segundo vinda. Muito menos, ele dá a entender sobre coisas que acontecerão no futuro.
Diferente das próximas quatro cartas, já que elas têm este enfoque.
Assim, após muito orar, e buscar a orientação de Deus, concluí que as próximas quatro cartas seriam cartas para igrejas futuras!
Só que futuras na perspectiva de quem escreve! Ou seja, para o futuro de João!
Levando-se em conta que ele escrevia dentro do império romano, ele só podia estar se referindo a igreja (ou igrejas) que surgiriam após o fim do império romano.
Assim, entendo eu, que ele se referia às igrejas que haveriam de surgir, na visão que Cristo deu a ele, em sua época. As igrejas que existem, hoje, em nossa época.
Assim, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia seriam os quatro arquétipos proféticos de igrejas, e porque não, crentes, que temos hoje.
Arquétipos estes que vou estar tratando com maior particularidade, do mesmo jeito que meu mentor me ensinou, e meu Senhor me comissionou a fazer.
That’s all, folks! See you later…
terça-feira, 2 de setembro de 2008
A Igreja de Cristo – Pérgamo
Tudo bom com vocês?
Estou muito motivado com esta série sobre As Sete Igrejas da Ásia...
O simples fato de poder escrever sobre a palavra de Deus, trazendo um pouco dos meus conhecimentos, nestes tempos tenebrosos, a fim de edificar a todos que lêem estes estudos, me faz sentir muito feliz e abençoado.
Principalmente agora que, ao que tudo indica, Deus já fisgou o queixo de Gogue...
Mas isto é assunto para uma outra série de estudos (A não ser que o conflito na Ossétia se intensifique)...
Mas, por enquanto, vamos continuar com a série sobre as cartas. E hoje, vamos falar sobre Pérgamo.
Para tanto, peço que prestem atenção no texto que segue:
Apocalipse 2:12-17:
12 E ao anjo da igreja que está em Pérgamo escreve: Isto diz aquele que tem a espada aguda de dois fios:
13 Conheço as tuas obras, e onde habitas, que é onde está o trono de Satanás; e reténs o meu nome, e não negaste a minha fé, ainda nos dias de Antipas, minha fiel testemunha, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita.
14 Mas algumas poucas coisas tenho contra ti, porque tens lá os que seguem a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel, para que comessem dos sacrifícios da idolatria, e se prostituíssem.
15 Assim tens também os que seguem a doutrina dos nicolaítas, o que eu odeio.
16 Arrepende-te, pois, quando não em breve virei a ti, e contra eles batalharei com a espada da minha boca.
17 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer darei a comer do maná escondido, e dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe.
Depois de lido o texto, agora a explanação.
Mas hoje, vou fazer a coisa de um modo bastante diferente. Em vez de fazer uma explanação exegética, vou relatar um pouco da história universal, pois acredito que isto será mais didático.
Então vamos lá...
Na postagem anterior, eu relatei para vocês o que, profeticamente falando, significava a igreja de Esmirna, e a intensa perseguição que ela sofreu durante mandato de dez imperadores romanos, que totalizou, aproximadamente, 250 anos de opressão.
E como eu disse também, aquela igreja, com seu testemunho fiel, venceu a todas tentativas violentas de silencia-la. Só que, eu disse também, isto não foi muito bom (mesmo dentro do plano de Deus)...
Com o crescimento da igreja cristã dentro do império romano, muitas das pessoas da alta sociedade começaram a se converter também. E uma destas pessoas foi o General Constantino.
Este general, que mais tarde se tornou imperador, em decorrência de uma guerra civil, foi o primeiro imperador cristão que o império romano teve.
A partir daí, o cristianismo, que era tratado como uma seita destinada apenas à marginalidade dentro da sociedade, se tornou religião autorizada dentro do império romano.
Isto fez com que muita gente dentro do império procurasse as comunidades cristãs, com o intuito de se “converter”.
Contudo esta conversão não era genuína, o que fez com que muitos destes “novos cristãos” não abandonassem as antigas práticas do paganismo romano.
Com isto, necessitando aumentar as receitas do império (já que, com o aumento considerável no número de cristãos, que se tornaram a maior parcela da população, e conseqüente redução de pagãos, houve redução da arrecadação de oferendas nos templos oficiais), o imperador Teodósio realizou o famoso concílio de Milão, em 351 d.C.
Foi neste concílio que foi instituída a Igreja Católica Apostólica Romana.
Brincou... Você não sabia disto? Achava que a igreja católica tinha sido criada pelo apóstolo Pedro, depois que Jesus lhe deu as “chaves do céu”?
Desculpe dizer isto, mas é tudo história da carochinha. Assim como muitos dos ritos e rituais que existem na igreja católica romana...
Feriados como o Natal, o Carnaval, a Páscoa e o dia de Finados foram instituídos neste período, pois os mesmos eram festas do paganismo romano. Mais precisamente, as festas em homenagem a Apolo (Deus-Sol, filho de Júpiter, que é o líder de todo o panteão romano. Deus este que morre e renasce para trazer a boa dádiva da luz e calor para toda a humanidade. Em sua festa, as pessoas presenteavam-se umas as outras para comemorar esta dádiva); Baco (deus das festas, bebidas, e luxúria. A festas em homenagem a ele eram feitas com muita bebida, música alta e sexo sem compromisso); Ceres (deusa da agricultura e da fertilidade. Sua avatar, que seria a encarnação desta deusa na terra, era um coelho, que presenteava a todos com ovos multicoloridos); e Plutão (deus dos mortos. Nesta festa, as pessoas deveriam ir visitar os túmulos de seus antepassados e lembrar deles para que estes não viessem a se tornar almas penadas).
E como já é sabido de quem costuma ler sobre as histórias dos povos, o paganismo romano originou-se com a fusão das crenças religiosas de vários dos povos que foram anexados a eles através de suas conquistas militares.
E muitas destas crenças tiveram origem no antigo oriente médio. Exemplo disto, a festa em homenagem a Apolo teve origem na Saturnália (pois nesta festa, comemoravam a morte e o renascimento do sol no solstício de inverno, por meio de uma “árvore sempre verde”). E a festa a Ceres teve origem com a celebração a Ishtar (deusa babilônica da fertilidade, cujos símbolos eram o coelho e os ovos!).
E tais crenças tiveram suas origens em crendices acessórias ao culto da mãe/filho, que foi a origem de tantas blasfêmias que o povo de Israel realizou contra Deus quando da existência do antigo Reino de Israel, pois o próprio Deus considerava este tipo de culto como adoração à Satanás.
E a Babilônia foi, durante aproximadamente dois mil anos de história, o quartel-general do culto da mãe/filho. Contudo, com o declínio do império helênico de Alexandre Magno, a base deste culto passou a ser a cidade de Pérgamo, e depois do edito de Milão, Roma.
Terminado este breve relato sobre a história das religiões, vou retornar a interpretação do texto.
A palavra Pérgamo significa casamento misturado, e representa esta mistura com as práticas pagãs e o cristianismo nesta época da história da humanidade.
No versículo 12, Jesus afirma que sua Palavra, e somente ela, é a fonte da verdade, pois a espada de dois gumes é o que a representa.
No versículo 13, o próprio Cristo reconhece que esta igreja afirma trabalhar em nome Dele, e que ela nunca o negou, mesmo tendo alguns membros que foram martirizados.
Contudo, no versículo 14, Jesus afirma que nesta igreja tinham pessoas que seguiam a doutrina de Balaão. Para entender o que isto significa, aconselho que vocês leiam os capítulos 22, 23, 24 e 25 de Números. Pois lá conta a história de tal doutrina. E com relação à doutrina dos nicolaítas, que ele novamente cita no versículo 15, estas eram uma série de práticas que traziam a imoralidade e promiscuidade para o seio da igreja.
E como já disse, quando eu falei da carta de Éfeso, Cristo odeia a falta de caráter, e embora isto não requisito para se perder ou conquistar a salvação, ele espera que tenhamos uma boa conduta, eticamente falando.
No versículo 16, ele pede para que estes se arrependessem antes que ele viesse contra estes, e batalharia com eles usando a própria Palavra.
E quem, dentro desta igreja, vencesse a este desafio proposto, ganharia um voto de confiança dele, que representa o maná escondido, como também a pedra branca.
Após o prévio bombardeio de informações que te passei, e minha breve exegese do texto, você já sacou que Cristo está pegando no pé desta Igreja por ela ser conivente com a idolatria.
Idolatria que destrói com o relacionamento de Deus conosco. Que nos faz endurecer nossos corações e nos perdermos na boa caminhada.
Esta idolatria pode estar estacionada na garagem da sua casa... No espelho do seu banheiro quando você acorda... Na sua conta bancária...
Até mesmo este guerreiro da última hora luta contra a sua própria idolatria, que está na minha estante... Por muito tempo, cometi o erro de superestimar a minha coleção de livros e revistas, a ponto até de cultua-las. E luto até hoje para tirar tais sentimentos do meu coração...
E ainda hoje, temos muita idolatria dentro da igreja. Em alguns casos, vemos até algumas igrejas incorporarem ainda mais rituais estranhos sob o pretexto de estarem fazendo a vontade de Deus. (Desculpa quem vai e acredita, mas banho e sal grosso na sessão do descarrego é demais pra mim...)
E esta idolatria, que nos faz, muitas vezes, perdermos as bênçãos que o Senhor tem para nossa vida.
A parábola da Semente de mostarda nos fala de uma pequena semente que cresce como algo que ela jamais deveria ser, e é uma profecia do que pode acontecer quando o mundo e a igreja são misturados. E a carta de Paulo aos Coríntios é um paralelo óbvio, já que esta a igreja mais mundana de todas que Paulo escreveu.
Este casamento misturado deu origem a quatro filhos. Um digno de honra, dois de crítica e um de desonra. Estes filhos são as próximas quatro cartas, cujos frutos perduram até os dias de hoje.
(Eu sei que vou apanhar de muita gente, mas...)
Vou escrever sobre eles nos próximos posts.
Até mais, amigos da liga do bem.
Fiquem na Paz do Senhor.
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
A Igreja de Cristo - Esmirna
Tudo bom com vocês?
Continuando com o projeto “A Igreja de Cristo”, vou começar a falar sobre a Igreja de Esmirna.
Para tanto, peço que prestem atenção no texto que segue:
Apocalipse 2:8-11:
8 E ao anjo da igreja que está em Esmirna, escreve: Isto diz o primeiro e o último, que foi morto, e reviveu:
9 Conheço as tuas obras, e tribulação, e pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia dos que se dizem judeus, e não o são, mas são a sinagoga de Satanás.
10 Nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.
11 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: O que vencer não receberá o dano da segunda morte.
Depois de lido o texto, vamos a parte exegética...
A palavra grega que deu origem a este nome significa esmagada.
Só por isto se percebe a quem o Senhor se refere quando fala desta igreja. Ele se refere à segunda igreja, ou a igreja que sofreu a perseguição do império romano.
Uma igreja que foi esmagada, para que dela fosse liberado o que ela tem de melhor. Assim como a mirra, que é uma erva balsâmica que, para exalar seu saboroso perfume, precisa ser esmagada.
Já na sua apresentação, que se encontra no versículo 8, Cristo já afirma que Ele é quem venceu a morte, pois foi morto e reviveu.
Logo, ele é o único capaz de conceder as pessoas à benção suprema, que é a vida eterna.
Corroborando com um grande ensinamento dos antigos: “Ninguém pode dar o que não possui”.
No versículo 9, Ele afirma aos membros desta igreja que conhecia as ações, os problemas, a falta de recursos materiais e os constantes ataques promovidos por pessoas que afirmam estar agindo “em nome de Deus.” E no versículo 10: Ele exorta a esta igreja para que ela ficasse fiel, pois ela iria sofrer uma intensa perseguição por mais dez dias.
Nos voltando um pouco para a história, podemos entender muito bem quem foi esta igreja no mundo.
Esta igreja representa a igreja que foi perseguida pelas blasfêmias proferidas pelos judeus e martirizada durante os séculos 2, 3 e 4 por dez imperadores romanos.
Existiam duas linhas de oposição ao Cristianismo: a popular e a erudita.
A oposição popular estava baseada em rumores e falsas interpretações dos ritos cristãos.
Pela boataria criada por alguns segmentos judeus, que na realidade eram sinagoga de Satanás, como afirma Jesus no versículo 9, era comum entre o povo que os cristãos participavam de festas onde havia orgias com incestos, inclusive, interpretando mal o fato de os cristãos se chamarem de irmãos e praticarem o “ágape”. Cria também o povo que os cristãos comiam a carne de recém-nascidos, isto devido ao que ouviam falar sobre a Ceia, na qual comiam a carne de Jesus, juntamente com os relatos do nascimento de Cristo.
Já os homens cultos da época, também influenciados pelas “sinagogas de Satanás”, faziam acusações a partir da própria crença dos cristãos, tais como: “Por um lado dizem que seu Deus é onipotente, que é o ser supremo que se encontra acima de tudo. Mas por outro, O descrevem como um ser curioso, que se imiscui com todos os assuntos humanos, que está em todas as casas vendo o que se diz e até o que se cozinha. Esse modo de conceber a divindade é uma irracionalidade. Ou se trata de um ser onipotente, por cima de todos os outros seres, e, portanto, apartado deste mundo; ou se trata de um ser curioso e intrometido, para quem as pequenezas humanas são interessantes.”
Ao povo da época, em geral, a Igreja respondeu chamando-o a ver a conduta moral dos cristãos, muito superior à dos pagãos.
Aos cultos e letrados, a igreja respondeu através dos Apologistas: Discurso a Diogneto, Aristides, Justino Mártir, Taciano (Discurso aos gregos), Atenágoras (Defesa dos Cristãos e Sobre a Ressurreição dos Mortos), Teófilo (Três livros a Autólico), Orígenes (Contra Celso), Tertuliano (Apologia), Minúcio Félix (Otávio).
Contudo, tal boataria provocou vários períodos de intensa perseguição aos cristãos deste período, por alguns dos imperadores romanos. O que, acredito eu, ser a referência aos dez dias de tribulação que a igreja cristã, iria sofrer. Já que foram dez os imperadores que impuseram maior perseguição a Igreja.
São estes os imperadores romanos que promoveram intensa perseguição a Igreja cristã durante este período:
Nero (54 – 68 d.C.) – ateou fogo na capital do império e colocou a culpa nos cristãos;
Domiciano (81 – 96 d.C.) – entre 90 – 95 d.C., moveu curta, mas feroz perseguição aos cristãos;
Trajano (98 – 117 d.C.) – estabeleceu a política que norteou as perseguições ao cristianismo: o Estado não deveria gastar seus recursos caçando os cristãos, mas os que fossem denunciados deveriam ser levados ao tribunal e instados a negar a Cristo e adorar os deuses romanos. Quem não o fizesse deveria ser condenado à morte;
Antonino Pio (138 – 161 d.C.) – Simeão e Inácio foram mortos neste período;
Marco Aurélio (161 – 180 d.C.) – Policarpo e Justino, o Mártir, foram mortos neste período;
Séptimo Severo (193 – 211 d.C.) – Perpétua e Felicitas foram mortos neste período;
Valeriano (253 – 268 d.C.) – Cipriano e Sexto foram mortos neste período;
Décio (249 – 251 d.C.);
Diocleciano (284 – 305 d.C.);
Galério (305 – 311 d.C.);
O mais estranho, aos nossos olhos, é que, para a Igreja daquele período, o Senhor não promete livramento, mas ele confirma a vida eterna daqueles que perseverassem até o fim, pois eles não iriam receber o dano da segunda morte, como fala os versículos 10 e 11.
Como o próprio nome, a Igreja do período Esmirna foi a que vivenciou o maior período de perseguições contra a igreja cristã que se tem notícia. Esta Igreja foi perseguida para que todos nós tivéssemos hoje o testemunho de pessoas que foram fiéis a Cristo até a morte. E é este testemunho que tem inspirado e motivado a muitos de nós permanecermos fiéis à causa de Cristo.
Pois, graças a Deus, vivo com uma família onde todos são crentes, verdadeiramente servos de Deus, e que vivem segundo a vontade e a palavra de Cristo.
Porém, vejo a luta que vive minha namorada, por exemplo. Pois na família dela, ela é a única que procura servir verdadeiramente a Cristo, mas a perseguição que seu pai impõe contra ela e a mãe, que também procurava agir como serva de Deus, fez com que minha sogra desistisse dos caminhos do Senhor, e tem feito, inclusive, minha namorada perder a motivação de lutar pela causa de Cristo. Como a muitos outros de meus amigos e conhecidos, que se encontraram com Jesus, mas as tribulações fizeram com que eles desistissem do fiel caminho.
Eu oro para que Deus toque no coração dele, antes que ele venha sofrer o que está destinado a ele em sua velhice.
Sem falar dos milhões de irmãos nossos que estão, em vários cantos do mundo, sendo mortos, aleijados e martirizados para levarem a palavra de Deus a toda criatura. Pode parecer absurdo, mas nos últimos 10 anos, mais de 10 milhões de pessoas foram mortas pelo fato de, simplesmente, professarem sua fé em Cristo, e se manterem fiéis a Ele.
A parábola do joio e do trigo e a carta de Paulo aos Filipenses, cujo tema é a alegria no sofrimento, trazem idéias semelhantes ao que existia nesta igreja.
Para a glória do Senhor, o testemunho fiel da Igreja, durante o período Esmirna, fez com que o império romano desistisse com a perseguição.
Porém, isto não foi tão bom para a Igreja como vocês devem estar imaginando...
Mas isto fica para próximo estudo, onde vamos falar da Igreja de Pérgamo.
Abraços, meus queridos, fiquem na Paz do Senhor.
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
A Igreja de Cristo - Éfeso
Saudações, amigos da liga do bem...
Tudo bom com vocês?
Como eu havia planejado, estou dando início ao projeto “A Igreja de Cristo”, onde vou falar sobre as sete igrejas da Ásia, e as implicações proféticas disto.
E vamos começar a falar sobre a Igreja de Éfeso.
Para tanto, peço que prestem atenção no texto que segue:
Apocalipse 2:1-7:
1 Escreve ao anjo da igreja que está em Éfeso: Isto diz aquele que tem na sua destra as sete estrelas, que anda no meio dos sete castiçais de ouro:
2 Conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os maus; e puseste à prova os que dizem ser apóstolos, e o não são, e tu os achaste mentirosos.
3 E sofreste, e tens paciência; e trabalhaste pelo meu nome, e não te cansaste.
4 Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor.
5 Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres.
6 Tens, porém, isto: que odeias as obras dos nicolaítas, as quais eu também odeio.
7 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no meio do paraíso de Deus.
Pois bem. A palavra grega que deu origem a este nome significa querida, amada ou companheira escolhida.
Só por isto se percebe a quem o Senhor se refere quando fala desta igreja. Ele se refere à primeira igreja, ou comumente conhecida como “Igreja Primitiva”. A igreja que foi formada pelos primeiros companheiros dEle.
No livro de Atos dos Apóstolos podemos ver algumas das dificuldades que esta igreja enfrentou, e a postura que esta igreja teve para enfrenta-las.
E como se percebe, ela foi uma igreja vitoriosa no enfrentamento daqueles que pretenderam contamina-la com falsos ensinos. Daí o porquê da menção honrosa dos versículos 2 e 3, já que ela também era diligente no trabalho.
Contudo, por ser tão preocupada com o trabalho nas coisas do reino, ela começou a esquecer de seu próprio relacionamento com Jesus. E Ele, preocupado com isso, fez questão de criticá-la, como está descrito no versículo 4.
E no versículo 5, Ele faz uma importante admoestação, pois Jesus mesmo afirma que, caso aquela igreja não retornasse ao seu primeiro amor, o castiçal dela seria removido, ou seja, ela não mais seria igreja dEle.
Porém, no versículo 6, ele afirma que gosta da postura moral que ela mantém, já que esta igreja odiava as obras dos nicolaítas, as quais ele também odiava.
E quem, daqueles que está dentro desta igreja, vencesse este seu desafio, comeria da árvore da vida, que está no meio do paraíso de Deus.
Pois bem, depois deste breve exercício de hermenêutica, vamos as reflexões:
Eu sou membro de uma igreja de teologia mais tradicional. E lá, encontro uma maior sobriedade e seriedade para com as coisas de Cristo. É muito difícil ver algum dos membros “fazendo macaquices” o “proferindo profetadas” se dizendo estar sob a influência do Espírito Santo.
E, sabe meus amigos, eu adoro isto. Acredito que as coisas de Deus devem ser tratadas com seriedade.
Porém, eu vivi, (e vivo ainda) neste dilema que atacou a igreja de Éfeso. Muitas vezes, nas atividades que a igreja promove, vejo uma preocupação excessiva com formas, roteiros e esquemas, e aquilo que é o principal, que é busca pela presença de Jesus e a ação do Espírito Santo, são jogados para escanteio.
E sabe, isto acaba sendo muito frustrante. Em uma de nossas atividades, que é um trabalho específico na evangelização de jovens, vejo isto constantemente acontecer.
Mas não quero ficar falando de nada, só usei um exemplo daquilo que está do meu lado para ilustrar a explanação que o próprio Cristo fez.
E sabe o que, pelo menos eu, acho extremamente engraçado? É o versículo 6. E para vocês entenderem a piada é necessário uma explicação antes.
Os nicolaítas eram uma seita que pregava a junção entre o cristianismo e o paganismo. Ou seja, eles queriam introduzir a imoralidade sexual e os ritos sacrificiais do paganismo romano no seio da igreja cristã.
E Jesus não queria, e ainda não quer, isto no seio da igreja.
Taí o que eu chamo de humor de Jesus. Ele entende que o homem deve manter uma certa pureza moral e ética, mas ele mesmo não vê isto como essencial no relacionamento entre Ele e o homem.
Engraçado, né?
E tem muito pregador que prega justamente o contrário!
Gente. Entenda uma coisa. Jesus não quer atividades, não quer projetos, não quer gente moral mente irrepreensível...
Ele quer corações puros. Firmados na sua Palavra. E que tenham consciência da dependência d'Ele. Como Ele mesmo fala na parábola do semeador. E que, por sinal, é o tema da Carta de Paulo aos Efésios.
Bem, amigos, eu vou ficando por aqui. Até a próxima, onde eu vou estar falando sobre a igreja de Esmirna.
Fiquem na Paz do Senhor.